| FÁTIMA 2017 - O meu Imaculado Coração - Conduzir-vos-á até Deus - Homilia RosárioPequenino 2014-10-1 |
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Homilia do Rosário Pequenino – 12-10-2014 - Rumo ao Jubileu 2017 – Missa das 11h «Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes». Caríssimos Irmãos: piedosos Paroquianos, Visitantes Peregrinos de S. Cosme e Damião e Nossa Senhora do Rosário, estimada Confraria de S. Cosme e Damião e N. Sra. Do Rosário, Grupo Coral da Ala Nun’Álvares. No eco da exortação apostólica do Papa Francisco – A Alegria do Evangelho – secundada pelo nosso Bispo D. António, como Lema e missão para este Ano: «A Alegria do Evangelho – é a nossa Missão» o Senhor hoje nos convida e envia: «Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes». Então trata-se de sermos comensais, servos do Senhor. E consequentemente “Ide… Convidai”, dois verbos de Ação, Missão. Quem e para quê? Ide e convidai a Todos! Sem exceção…às periferias, geográficas e existenciais. Para as Bodas, o Banquete Nupcial do Filho do Rei, a Eucaristia. Hoje somos nós os discípulos e Apóstolos. Chamados e Enviados. Há ir vir, há mar e voltar. E nesta missão, acompanha-nos e guia-nos Maria, a Senhora do Rosário, com o seu Imaculado Coração, que nos conduz sempre ao seu Filho – “Fazei o que ele vos disser”(Jo. ). A Senhora do Rosário, há noventa e sete Anos manifestada em Fátima, revelou o seu Coração Imaculado e disse quem era e o que queria: “Eu sou a Senhora do Rosário… Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor…” E no seu Amor maternal, a Senhora do Rosário de Fátima, garante-nos e conforta-nos: «O meu Imaculado Coração conduzir-vos-á até Deus». Caros Irmãos e Irmãs: A nossa Comunidade, reunida em Assembleia Paroquial, entendeu dedicar os próximos Anos pastorais a uma vivência do Evangelho segundo a Mensagem de Fátima, preparando o Jubileu dos Cem anos em 2017. Sintonizamos com o Programa do Santuário, para o septenário de 2010 a 2017. Por decisão da Equipa dos Coordenadores de todos os Movimentos, Organismos e Centros Paroquiais definiu-se o Itinerário Pastoral para Gondomar/S. Cosme, no próximo quadriénio, rumo ao Jubileu de Fátima 2017. Como toda a Festa tem preparação e oitava, assim prolongaremos este “Kairós”, tempo de “Graça e Misericórdia”, até 2018 a fim de nos enraizarmos e assimilarmos melhor a Alegria do Evangelho, com Maria: O MEU CORAÇÃO IMACULADO – CONDUZIR-VOS-Á ATÉ DEUS. Este é o lema do Santuário de Fátima, de 2010 a 2017. Que nós abraçamos, com gáudio e gratidão.
QUATRO ANOS PARA CONHECER, VIVER E ANUNCIAR A MENSAGEM DE FÁTIMA
Do Rosário 2014, Outubro – 05, até ao Rosário 2018, Outubro – 07, vamos viver, caminhar e aprofundar o sentido da nossa História ao ritmo da Mensagem de Fátima – o Evangelho traduzido pela Mãe da Igreja e da Humanidade. Naturalmente iluminados pela Encíclica Luz da Fé e pela Exortação Apostólica Alegria do Evangelho. Evidentemente sempre em comunhão filial com o que vier a ser proposto na Igreja Universal pelo santo Padre como na nossa Igreja do Porto, pelo Bispo diocesano. No Porto, este Ano vamos atender «A Alegria do Evangelho – é a nossa Missão». Maria e a “Causa da nossa Alegria”, a que nos dá Jesus, Alegria dos Homens. O MEU CORAÇÃO IMACULADO – CONDUZIR-VOS-Á ATÉ DEUS. Este Itinerário liga os Temas significativos da Mensagem de Fátima num fio condutor, de modo a salientar os aspetos centrais da Mensagem, a vida habitual da nossa Comunidade e as grandes questões desta Humanidade Global.
Até ao Rosário 2018, vamos viver este Caminho, com todo o entusiasmo e amor filial, à Igreja, numa verdadeira missão: «Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes». A Comissão das Festas Sacerdotais – que tão bem desempenhou o seu serviço – dará lugar à Comissão dos Cem Anos de Fátima. Envolvendo todos os Organismos marianos da Comunidade.
Recordemos a narrativa da Aparição de Outubro 1917 nas Memórias da Irmã Lúcia:
«Dia 13 de Outubro de 1917 – Saímos de casa bastante cedo, contando com as demoras do caminho. O povo era em massa. A chuva, torrencial. Minha Mãe, temendo que fosse aquele o último dia da minha vida, com o coração retalhado pela incerteza do que iria acontecer, quis acompanhar-me. Pelo caminho, as cenas do mês passado, mais numerosas e comovedoras. Nem a lamaceira dos caminhos impedia essa gente de se ajoelhar na atitude mais humilde e suplicante. Chegados à Cova de Iria, junto da carrasqueira, levada por um movimento interior, pedi ao povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o terço. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira. – Que é que Vossemecê me quer? – Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas. – Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc. – Uns, sim; outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados. E tomando um aspeto mais triste: – Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido. E abrindo as mãos, fê-las refletir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projetar (-se) no sol. … Lúcia gritou: “olhem para o sol!”» Foi então que se realizou o milagre prometido por Nossa Senhora três antes. Enquanto a multidão assitiu, durante cerca de quinze minutos ao milagre do sol, a Lúcia em profundo êxtase, não contemplou o fenómeno solar, mas uma série de visões que ela descreve assim: «Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, S. José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. S. José com o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a ideia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que S. José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo».
TRÊS GRANDES VETORES EMERGEM DE FÁTIMA PARA O NOSSO TEMPO
As Crianças Elas são no Evangelho de Jesus as “Criancinhas”, sinal e medida do Reino dos Céus, Futuro e Esperança da Humanidade, de quem a civilização pós moderna tem medo. E as mais numerosas vítimas no aborto: mais que todas as guerras. Na continuação de outras manifestações do Céu por meio de Maria – Lurdes, La Salete – a Celeste Medianeira escolhe Crianças para serem os seus confidentes, interlocutores, testemunhas e revestidos da Missão que o Céu pretende sublinhar nesta hora. Os Bem aventurados Francisco e Jacinta são as primeiras Crianças beatificadas na história bimilenar da Igreja, sem serem Mártires.
A Questão de Deus – como questão do Homem Guerra e Paz, Perseguição e Inferno, Profecia e Escatologia, o triunfo do Imaculado Coração de Maria como sinal da realeza do nosso Deus e do seu Ungido. Analisando a Mensagem de Fátima e os seus mensageiros, dos Bem Aventurados Pastorinhos, a S. João Paulo II, vemos a luta entre o Dragão e a Mulher, o imenso sofrimento da Humanidade, em tantos Infernos: a Matança na China nos Tempos de Mao Tse Tung, os Gulags Soviéticos, incomensuráveis milhões de vítimas inocentes, o Holocausto Nazi e as Perseguições dos nossos dias. Fátima previne e alerta para tudo isto. Desde o Anjo em 1916, no seu núcleo do que quer dizer o Céu – NÃO OFENDAM MAIS A DEUS NOSSO SENHOR – ou a visão da santíssima Trindade em 1929 – Graça e Misericórdia – esta é uma Mensagem teocêntrica e profética, apelo à História. Sem Deus o Homem cai no seu próprio inferno.
O Evangelho de Jesus, num “upgrade” da Mãe – o meu Coração Imaculado conduzir-vos-á até Deus. A grande “novidade” de Fátima é que “Deus quer estabelecer no Mundo a devoção ao Coração Imaculado de Maria”. O amor e paz, ternura e subjetividade, o sábio equilíbrio entre Individuo e Pessoa, Razão e Coração, Inteligência, Emoção, Espiritualidade, Sujeito e Comunidade/Instituição, continuam a ser Diálogo e Redenção para os grandes desafios do século XXI. Na Tradição e Revelação de sempre, Fátima é uma Mensagem de Amor e Paz, na Reconciliação e Conversão, do Homem com Deus, consigo mesmo, e com esta Humanidade Global, que Jesus abraçou e salvou na Cruz. A atualidade da Boa Nova de Fátima, é convite a todos, à inteira humanidade, particularmente aos cristãos e a nós portugueses, luso descendentes e toda a CPLP – Terra de Santa Maria, Nação consagrada à Imaculada Mãe que esmaga a cabeça da Serpente ou Dragão.
A mensagem da Senhora do Rosário de Fátima, há-de ser por nós acolhida de modo muito filial e missionário. Somos da Terra do Rosário. Atesta-o a nossa Imagem da Senhora do Rosário do Séc. XVI. E a nossa Confraria do Rosário. Bem anteriores a esta Igreja: 1727. Também na Igreja de Fátima, a Imagem da Senhora do Rosário, como a nossa atesta a devoção à Mãe daIgreja, Senhora do Rosário. Nessa Imagem, da Igreja Paroquial de Fátima, viu a Lúcia o amor maternal de Maria, no dia da sua Primeira Comunhão preparada pelo Padre Cruz. A Imagem como que se animou e sorriu para ela.
SETE DIMENSÕES QUE NOS INTERPELAM
Sete dimensões nos interpelam constantemente, nesta hora da História a requerer respostas e saídas humanizadoras: Fátima e o Islão, Cristãos Ortodoxos – uma Igreja com os dois pulmões, A Religiosidade Popular – Fé do Coração, O Papel da Mulher( e da Família) no século XXI, A Questão Ecológica e a Questão Social, A Mensagem da Branca Senhora e o Budismo/Místicas Orientais, A Alegria da Fé Católica: cristocêntrica, porque eucarística e dominical.
Fátima responde a estes desafios, em alegria e esperança. Além de outras dimensões belas, e de grade atualidade… A Igreja com o Papa e o Bispo, a Profecia, assiduidade à Oração, o chamamento à santidade pela conversão e Penitência, o Papel da Religiosidade Popular, a angelogia, a Portugalidade – Imaculada Padroeira – apresenta agora o seu Coração…Imaculado. Tudo isto iremos contemplar, apreender e conhecer cada vez melhor, numa resposta feliz aos apelos de Deus pelo Coração da Mulher Mãe. Fátima é seguro auxílio em tudo isto.
Nestes quatro Anos, contamos com o contributo de todos. A Oração e oferenda dos Doentes, das Crianças, dos Movimentos Marianos da nossa Paróquia, de todos os cristãos e pessoas de boa vontade, portugueses, filhos de Deus e de Maria, devotos da Senhora do Rosário. E rezemos para que o Papa proclame 2017 Ano Santo Mariano.
Em 2017 celebram-se Cem Anos de Fátima e Trezentos do Encontro da Imagem negra de Nossa Senhora da Aparecida, Brasil. Os dois Santuários viverão estes dois Jubileus de modo geminado. Antes, em 2016 teremos a significativa efeméride dos 370 Anos da consagração de Portugal e todo o Império à Imaculada Conceição: 1646 – 2016. E os Setenta Anos da Consagração do Concelho de Gondomar ao Imaculado Coração de Maria: 1946 – 2016. Nesta feliz caminhada, a nossa Paróquia, haverá de concluir o Centro Pastoral, levantar o Conselho Pastoral Paroquial, crescer na proximidade e compromisso da Caridade e consolidar a Escola Paroquial de Música e lançar o Museu Paroquial de Gondomar.
Compromisso: Ide e convidai. Para vivermos este tempo de “Graça e Misericórdia”, até ao Rosário 2017, guiados pela Imaculada, Senhora do Coração Imaculado, a Senhora do Rosário. Felizes porque Ela mesmo nos garante:
O MEU CORAÇÃO IMACULADO – CONDUZIR-VOS-Á ATÉ DEUS.
Agradecimentos: - Confraria do Rosário; com as Esposas e Famílias, - Autarquia: Camara Municipal e Junta de Freguesia; - Todos os Paroquianos em Geral; - Aos Romeiros que nos visitaram; - Grupo Coral da Ala Nun’Alvares e Vida Nova; - Generosas Zeladoras, tão disponíveis e dedicadas, - Todos os Servidores da Liturgia, como Acólitos, MEC(Ministros Extraordinários da Comunhão), e outros, - PSP; Polícia Municipal; Bombeiros Voluntários de Gondomar; Presidentes de Junta das 12 Freguesias do Concelho, com os seus Juízes da Cruz, - GEOP(Grupo Executivo das Obras Paroquiais), nos magníficos Servidores do Bar e da Tenda da Amizade. - Aos Benfeitores de todas as Horas, - Às nossas dedicadas Funcionárias e Voluntários, - A todos os que discreta e humildemente deram e se deram, ao Senhor e às Pessoas, nesta experiência de Fé e Festa. Graças a Deus. O Pároco: Padre Alípio Barbosa XXVIII – Domingo Comum A:
L 1: Is 25, 6-10a; Sal 22 (23),
1-3a. 3b-4. 5. 6 |