Paróquia de S. Cosme - Gondomar :: Dia Paroquial da Unidade, Corpus Christi 2010
Dia Paroquial da Unidade, Corpus Christi 2010 Imprimir

 

Solenidade do santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Corpo de Deus

 

 Auditório do Souto, Quinta-feira

 03.06.2010 

Missa e Procissão Eucarística - Ano C

 

DIA PAROQUIAL DA UNIDADE

 

«Concedei, Senhor, à vossa Igreja o dom da Unidade e da paz,

que estas oferendas misticamente simbolizam»(Or. Sobre Oblatas-Corp.Christi)

 

- E na Sequência deste Dia do Corpo de Deus, rezamos assim:

«Bom Pastor, Pão da verdade/

Tende de nós piedade/

Conservai-nos na unidade…»

 

- No Ciclo A, a segunda Leitura da Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios, proclama deste modo, a comunhão eucarística, como verdadeira comunhão em Cristo e fonte e força de Unidade para todo o Corpo que é a Igreja:

«O cálice de bênção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo?

O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo?

Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos,

Formamos um só Corpo,

Porque participamos do único pão»(1 Cor.10,16.17).

 

- E na Oração Eucarística II, ao invocar o Paráclito, formula, significativamente uma prece pela unidade da Igreja:  

«Humildemente vos suplicamos que, participando no corpo e Sangue de Cristo,

sejamos reunidos, pelo Espírito Santo, num só corpo».

 

- Este mesmo grito pela unidade da Igreja, aparece na Oração Eucarística III e IV:

«…fazei que, alimentando-nos do Corpo do vosso Filho,

cheios do seu Espírito Santo,

sejamos em Cristo um só corpo e um só espírito»(Or. Eucar. III).

 

- «…concedei, por vossa bondade,

a quantos vamos participar do mesmo pão e do mesmo cálice,

que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo,

sejamos em Cristo uma oferenda viva…»(Or. Eucar. IV).

 

- Em todas as Eucaristias, sem qualquer excepção, à semana ou domingo, em qualquer tempo ou solenidade, rezamos sempre esta Oração, que na conclusão do Pai nosso nos prepara para a comunhão eucarística:

«…não olheis aos nossos pecados mas à fé da vossa Igreja e dai-lhe a União e a Paz»(Oração Ritos da Comunhão)

E à proposta do Celebrante: «A Paz do Senhor esteja sempre convosco»

O Povo responde: «O amor de Cristo nos uniu».

 

No exortação apostólica pós-sinodal, sobre a Eucaristia – Sacramentum Caritatis – Bento XVI, afirma com esta beleza e clarividência:

“Eucaristia e comunhão eclesial

A Eucaristia é, pois, constitutiva do ser e do agir da Igreja.

Por isso, a antiguidade cristã designava com as mesmas palavras — corpus Christi —

- o corpo nascido da Virgem Maria,

- o corpo eucarístico e

- o corpo eclesial de Cristo.

Bem atestado na tradição, este dado faz crescer em nós a consciência da indissolubilidade entre Cristo e a Igreja. Oferecendo-Se a Si mesmo em sacrifício por nós, o Senhor Jesus preanunciou de modo eficaz no seu dom o mistério da Igreja. É significativo o modo como as diversas Orações Eucarística(vide supra) formulam expressamente a prece pela unidade da Igreja.

 

Esta passagem ajuda-nos a compreender como a eficácia (res) do sacramento eucarístico consiste na realização da unidade dos fiéis na comunhão eclesial. Assim, a Eucaristia aparece na raiz da Igreja como mistério de comunhão.

Já João Paulo II, dizia para a relação entre Eucaristia e communio: falou do memorial de Cristo como sendo a « suprema manifestação sacramental da comunhão na Igreja ».

A unidade da comunhão eclesial revela-se, concretamente, nas comunidades cristãs

e renova-se no acto eucarístico que as une e diferencia em Igrejas particulares – nas quais e pelas quais existe a Igreja Católica, una e única».

 

De facto, « a unicidade e indivisibilidade do corpo eucarístico do Senhor implicam a unicidade do seu corpo místico, que é a Igreja una e indivisível.

 

. …Nesta perspectiva eucarística, adequadamente entendida, a comunhão eclesial revela-se realidade católica por sua natureza(Sacramentum Caritatis, 15).

A unidade da Igreja, Corpo do Senhor, vem do designio da santíssima Trindade, fundamenta-se, alimenta-se e cresce na Eucaristia, comunhão no Corpo e Sangue de Cristo, ressuscitado.

E se no primeiro artigo do Credo, prontamente afirmamos a Unidade de Deus – Creio em um só Deus – o mesmo proclamamos no último: Creio na Igreja, una, santa, católica…

 

Este é o Dia da Unidade Paroquial de Gondomar/S. Cosme. Todo o Povo de Deus que vive, nesta parcela da Igreja diocesana, desde as Crianças – aqui representadas – aos anciãos, Casais e Adultos, ao Pároco e Orientador da Paróquia em nome e por mandato do Bispo, às Comunidades Religiosas, aos outros Centros Comunitários, todos nos reconhecemos, membros do único Corpo de Cristo, na Igreja Una, porque participamos num único Pão e formamos um só corpo.

 

«Concedei, Senhor, à vossa Igreja o dom da Unidade e da paz,

que estas oferendas misticamente simbolizam»(Or. Sobre Oblatas-Corp.Christi).

Como é que estas nossas oferendas simbolizam misticamente a União e a Paz para a Comunidade?

As nossas ofertas, resultam de muitas horas tecidas em vida e trabalho, e do sentido da nossa caridade e cuidado com a comunidade;

O Pão que trazemos, resulta de muitos trabalhos em sintonia; da seara dispersa que deu aqueles grãos de trigo unidos na espiga e alimentado pelo mesmo caule; moídos para se tornarem pão alvo, passarem a serem uma só realidade, a farinha. Que depois ainda foi amassada pelas mãos humanas, em trabalho e arte.

O Vinho, igualmente, reunido de tantos bagos, no lagar, para a trituração, até chegar a ser liquido único, que depois no altar se vai juntar, unir, fundir com a água. Água, sinal da vida humana, da nossa humanidade, o Vinho sinal messiânico da divindade, que se unem – a Unidade, para a mesma realidade final.

E depois Pão e Viuho, pelo Espírito Santo, vão tornar-se numa Unidade perfeita: Corpo e Sangue de Cristo. A Pessoa toda, inteira de Jesus ressuscitado, misteriosamente mas realmente presente: Copro, Sangue, Alma, Divindade e Humanidade de N.S.J.C. tão real como está no Céu.

 

É ao apresentar as nossas oferendas, enquanto nos oferecemos a nós mesmos, que rezamos hoje pela unidade de toda a Igreja e de modo especial pela unidade na nossa Paróquia.

Sabemos como Jesus rezou e recomendou, instantemente, pela Unidade dos seus discípulos.

Conhecemos bem o efeitos nefastos da divisão e das des-união. A dispersão, o caos, a desordem – diabolus – é fracturante, gera sofrimentos, não edifica comunidade, torna inúteis os melhores e mais lídimos esforços, reduz a mero agir de concorrência empresarial, toda a acção apostólica.

 

E sentimos bem o custo humano e a estagnação da história quando a Igreja, ou as sociedades ou a Família perdem a unidade, na caridade e na verdade.

Em ano da missão diocesana 2010, com o Lema:  - Corresponsabilidade para  Nova Evangelizção – vivamos a Eucaristia, fonte e alicerce da Comunhão e unidade. A comunhão eucarística, do Corpo e Sangue de Cristo, levar-nos-á à Comunhão e corresponsabilidade no Corpo eclesial que é a Igreja, presente na nossa Paróquia.

 

 

PALAVRA NO FINAL ANTES DA BENÇÃO, NA MATRIZ

 

A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: « Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo » (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança(Cf. Ecclesiae de Eucaristia,1).

 

Corpo de Deus, isto é, o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus e Homem. Na Matriz, sinal da Unidade, com a Mãe, Senhora do Rosário, unidos e comunhão para a mesma e única missão:

 

Acabamos de percorrer algumas artérias da nossa Cidade, reconhecendo neste Pão Aquele que este morto mas agora vive para sempre. Adoramos o Rei do Mundo que se esconde sob estes véus. Agora ao Divino Sacramento inclinados adoremos. O Senhor Jesus passou a santificar os caminhos, a vida, da nossa Cidade, desta Comunidade humana de Gondomar. A ele confiamos os doentes, os desempregados, as Famílias em dificuldade, as Instituições, Escolas, os Governantes e seus Projectos, as Forças de Segurança e da Ordem, todas as Indústrias e comércio, todos os serviços e negócios, as empresas, as Instituições de lazer, cultura ou bem fazer, as Pessoas colectivamente, como grande família humana.

 

E a todos os presentes, às vossas famílias, amigos, vossos sonhos, projectos ou aflições, nossas intenções, sejam abençoadas pelo Senhor, para que vivamos mais fortes, mais felizes, mais seguros, numa esperança activa, no corpo de Cristo, como sua Igreja.

 

AGRADECIMENTO:

E o profundo reconhecimento da Comunidade Paroquial da todos os que tornaram possível mais esta experiência de Fé, de Beleza, de Paz, de Amor e Bênção para todos: Que a Bênção do Senhor Jesus, a todos alcance os melhores dons de saúde, harmonia e todos os bens, materiais e espirituais. A todos sem excepção, particularmente aos mais humildes e obsconditos.

Depois, mais concretamente, eu próprio e toda a Paróquia, estamos muito gratos e reconhecidos;

- CMGondomar, que sempre coopera activamente, com todo o empenho.

- Policia Municipal

- Policia de Segurança Pública

- Bombeiros Voluntários de Gondomar

- Aos Escuteiros

- Catequistas e demais voluntários

- Pessoal Médico e paramédico, paroquianos dedicados.

- Todos os Organismos, Movimentos e Centros Paroquiais, que responderam ao convite para este Dia da Unidade Paroquial, à volta e a partir de Jesus Eucaristia.

- Ao(s) Reverendo(s) Superior(es) das Comunidades Religiosas.

- Unidade, neste Ano, dos 150 anos do Centro e Capela de Aguiar; dos 75 Anos do Centro e Capela Calvário; dos 50 Anos do Colégio das Irmãs do Taralhão, e ano em que vamos ter mais uma Ordenação sacerdotal, dum Paroquiano: o Frei Hermano Filipe, Irmão Capuchinhos, que vai ser ordenado no próximo dia 15 de Agosto, às 16h, nos capuchinhos de Gondomar.

- Desde os Coros, Leitores, Acólitos e Ministros Extraordinários da Comunhão

- Dedicadas Funcionárias e Voluntários da Paróquia

- Amigos que recolheram tantas Flores e com elas atapetaram o caminho para Jesus, verdadeiro Caminho florido para Deus.

- Aos Irmãos da Confraria do Santíssimo Sacramento, suas Esposas e Famílias, sempre tão solícitos nestes dias de grande esforço, mas que vale bem a pena.

- E tudo isto, num Obrigado terno e infinito a Jesus, feito Corpo e Sangue, pessoa connosco.

 

 

 

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